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O NOSSO PROPÓSITO

O Capitão Haddock da banda desenhada do Tintin é uma boa caricatura de como se atribui a relação entre o mar e as garrafas ao alcoolismo dos marinheiros. No entanto a relação que mais nos interessa é a de que os marinheiros tinham com as garrafas já vazias. Tal como com o álcool, a atenção requerida pela introdução de modelos de veleiros no interior de garrafas -pelos seus gargalos- fazia-os evadirem-se da sua dura realidade. Ao contrário das fantasias de Baco o resultado desta outra relação era uma fantasia perdurável com um significado quase bíblico, o do buraco da agulha e do camelo.

O Mar das Garrafas será um espaço de divulgação de uma arte que, mais do que uma evasão, constitui um meio de trabalhar a persistência. Aqui apresentarei trabalhos já realizados, outros a realizar, trabalhos de outros, os resultados da minha pesquisa contínua sobre a história e as mútiplas envolvências desta arte, especialmente a das embarcações tradicionais.

sábado, 17 de outubro de 2009

O mar das garrafas de Ílhavo


Ílhavo, em Portugal, é conhecido pela sua tradição marítima, ou melhor oceânica. As suas gentes  partiam para a "Faina Maior", a pesca ao bacalhau nos longínquos mares da Terra Nova.
Ílhavo é também a zona com maior tradição da construção de miniaturas de barcos em garrafas em todo o Portugal, tive a felicidade de ainda ter conseguido conhecer alguns dos seus protagonistas.
O filme que apresentamos mostra um friso com barcos em garrafas exposto no antigo Museu Marítimo de Ílhavo e contém cinco garrafas realizadas entre a última metade do séc. XIX e a primeira metade do séc. XX. Infelizmente este friso já não está exposto no novo museu, o que é uma pena!




No vídeo seguinte poderão ouvir o meu velho amigo Samuel Corujo, que já nos deixou, falando sobre a garrafa do friso que restaurou.




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3 comentários:

Luís Sérgio disse...

Na sequência das anteriores, mais uma excelente viagem. Obrigado pela divulgação.
Luís Sérgio

Ana Maria Lopes disse...

Caro David:
Obrigada por me fazer "rever" as miniaturas de veleiros no interior de garrafas do MMI.
Conheceu, por cá,aqueles "artistas das garrafas" que eu também conheci, penso.
Na década de 90, não me lembro exactamente do ano, tive o prazer de o conhecer a si, aqui, no Museu, com o amor e carinho pela arte que com tanta arte pratica!
Continue sempre e divulgue!
Com apreço,
Ana Maria Lopes

paulo agra disse...

boas David eu também gostei muito do seu blog
eu também sou desta terra de marinheiros , inclusive descendente de marinheiros e carpinteiros navais. Quanto ao friso e outras peças que se encontram em deposito poderá ser que quando fizerem a ampliação do museu elas retornem ao olhar de todos que visitam aquele espaço
cumprimentos Paulo Agra