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O NOSSO PROPÓSITO

O Capitão Haddock da banda desenhada do Tintin é uma boa caricatura de como se atribui a relação entre o mar e as garrafas ao alcoolismo dos marinheiros. No entanto a relação que mais nos interessa é a de que os marinheiros tinham com as garrafas já vazias. Tal como com o álcool, a atenção requerida pela introdução de modelos de veleiros no interior de garrafas -pelos seus gargalos- fazia-os evadirem-se da sua dura realidade. Ao contrário das fantasias de Baco o resultado desta outra relação era uma fantasia perdurável com um significado quase bíblico, o do buraco da agulha e do camelo.

O Mar das Garrafas será um espaço de divulgação de uma arte que, mais do que uma evasão, constitui um meio de trabalhar a persistência. Aqui apresentarei trabalhos já realizados, outros a realizar, trabalhos de outros, os resultados da minha pesquisa contínua sobre a história e as mútiplas envolvências desta arte, especialmente a das embarcações tradicionais.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

O Mar da Cimeira de Copenhaga

Anteriormente tinha publicado um post sobre uma embarcação de carga, híbrida, moderníssima, que tinha uma gigantesca vela aérea como auxiliar do seu motor térmico. Graças ao blogue da APORVELA ficámos a saber que já há quem voltou a usar um velho e muito bonito veleiro como embarcação de carga. Trata-se do patacho  holandês "tres hombres" que se encontra agora em Copenhaga, como símbolo da mudança de práticas para a preservação climática e ecológica.



Talvez valha a pena notar aqui que a arte dos barcos em garrafas é inteiramente ecológica. Nela, apenas se utilizam materiais e objectos já usados e considerados sem préstimo como as próprias garrafas.

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