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O NOSSO PROPÓSITO

O Capitão Haddock da banda desenhada do Tintin é uma boa caricatura de como se atribui a relação entre o mar e as garrafas ao alcoolismo dos marinheiros. No entanto a relação que mais nos interessa é a de que os marinheiros tinham com as garrafas já vazias. Tal como com o álcool, a atenção requerida pela introdução de modelos de veleiros no interior de garrafas -pelos seus gargalos- fazia-os evadirem-se da sua dura realidade. Ao contrário das fantasias de Baco o resultado desta outra relação era uma fantasia perdurável com um significado quase bíblico, o do buraco da agulha e do camelo.

O Mar das Garrafas será um espaço de divulgação de uma arte que, mais do que uma evasão, constitui um meio de trabalhar a persistência. Aqui apresentarei trabalhos já realizados, outros a realizar, trabalhos de outros, os resultados da minha pesquisa contínua sobre a história e as mútiplas envolvências desta arte, especialmente a das embarcações tradicionais.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Museu naval de Almada vai ser reabilitado

O museu naval de Almada, situado na zona do Ginjal, vai ser reabilitado, na sequência da aprovação de uma candidatura ao Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), que comparticipará o projecto em 44 por cento. António Matos, vereador na Câmara Municipal de Almada com as pastas do turismo e da cultura, salienta que o investimento, que ascende a 300 mil euros, faz parte de “um conjunto mais amplo de operações, que visam revitalizar aquela área mítica e potenciar o seu aproveitamento turístico”.
De acordo com o autarca, a câmara municipal decidiu proceder à revitalização daquele espaço, depois de “este apresentar inúmeros sinais de degradação”. “A câmara decidiu revitalizar aquele núcleo museológico, tão ligado ao rio Tejo e à construção naval, para o devolver às populações”, enfatiza. Com a reabilitação, o espaço em questão vai “adaptar e transformar em auditório” o antigo vestiário dos trabalhadores da Companhia Portuguesa de Pescas, dotando o lugar de “um espaço útil para conferências e amplas iniciativas culturais”.

Além da inclusão de um auditório, o museu naval de Almada vai ter, em espaço próprio, uma sala de exposição permanente e instalará um “conjunto de outras áreas complementares ao funcionamento do equipamento, nomeadamente a administrativa e de reserva de materiais”. “As instalações antigas eram precárias, pelo que a autarquia vai agora retirar aquelas patologias que o edificado apresenta”, acrescenta António Matos.

Prevista para estar concluída em 2012, “ou, quem sabe, algum tempo antes”, a reabilitação do museu naval faz parte de um conjunto de operações no Ginjal, que contemplam a regeneração do espaço do próprio clube náutico, a requalificação da rua Cândido dos Reis, a consolidação da escarpa ribeirinha, o tratamento do passeio ribeirinho de Cacilhas ao Olho de Boi e a animação do passeio ribeirinho com artes de rua e outras performances. “Todas estas acções vão ser comparticipadas pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (Feder), estimando-se que na maioria dos casos os fundos comunitários atinjam os 50 por cento”, explica o vereador.

“São acções integradas que a autarquia está a levar a cabo em articulação com os investimentos previstos para Almada velha”, realça ainda António Matos, enfatizando a “importância de transformar aquela zona num novo centro”. Para aquele espaço está ainda prevista a criação de um novo centro de dança, um “quarteirão das artes”, um centro de interpretação de Almada velha, um museu da música e as instalações próprias da universidade sénior. “Na Área Metropolitana de Lisboa (AML), o município é aquele que tem mais candidaturas ao QREN aprovadas”, conclui.

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