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O NOSSO PROPÓSITO

O Capitão Haddock da banda desenhada do Tintin é uma boa caricatura de como se atribui a relação entre o mar e as garrafas ao alcoolismo dos marinheiros. No entanto a relação que mais nos interessa é a de que os marinheiros tinham com as garrafas já vazias. Tal como com o álcool, a atenção requerida pela introdução de modelos de veleiros no interior de garrafas -pelos seus gargalos- fazia-os evadirem-se da sua dura realidade. Ao contrário das fantasias de Baco o resultado desta outra relação era uma fantasia perdurável com um significado quase bíblico, o do buraco da agulha e do camelo.

O Mar das Garrafas será um espaço de divulgação de uma arte que, mais do que uma evasão, constitui um meio de trabalhar a persistência. Aqui apresentarei trabalhos já realizados, outros a realizar, trabalhos de outros, os resultados da minha pesquisa contínua sobre a história e as mútiplas envolvências desta arte, especialmente a das embarcações tradicionais.

terça-feira, 2 de março de 2010

O mar dos caiaques

Tenho um caiaque para dois tripulantes, utilizo-o com frequência  para navegar nos estuários e nos mares como o que se inicia no ponto da fotografia que se segue (de que não digo o nome para o manter paradisíaco :-). 

 O problema é que nunca poderei realizar um "Mar de Garrafa" com esta minha embarcação. É que lhe retira a magia bíblica do "camelo pelo buraco de uma agulha". Sem velas e consequentes mastros esta embarcação transforma o camelo numa minhoca, capaz de entrar em qualquer gargalo, por pequeno que seja. No entanto descobri agora que tenho uma solução: colocar-lhe o tão desejado e mágico aparelho vélico. Vejam o vídeo, filmado na Baía de Maho em St. John.

(www.sailboatstogo.co)

1 comentário:

Nuno Miranda disse...

Há mais tipos de aparelho vélico, alguns bem invulgares, como a "asa de morcego".