Translator / Traducteur / Übersetzer / översättaren / переводчик / 翻訳者

O NOSSO PROPÓSITO

O Capitão Haddock da banda desenhada do Tintin é uma boa caricatura de como se atribui a relação entre o mar e as garrafas ao alcoolismo dos marinheiros. No entanto a relação que mais nos interessa é a de que os marinheiros tinham com as garrafas já vazias. Tal como com o álcool, a atenção requerida pela introdução de modelos de veleiros no interior de garrafas -pelos seus gargalos- fazia-os evadirem-se da sua dura realidade. Ao contrário das fantasias de Baco o resultado desta outra relação era uma fantasia perdurável com um significado quase bíblico, o do buraco da agulha e do camelo.

O Mar das Garrafas será um espaço de divulgação de uma arte que, mais do que uma evasão, constitui um meio de trabalhar a persistência. Aqui apresentarei trabalhos já realizados, outros a realizar, trabalhos de outros, os resultados da minha pesquisa contínua sobre a história e as mútiplas envolvências desta arte, especialmente a das embarcações tradicionais.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Os "Mares" da Tailândia

Na Tailândia existe um outro museu com garrafas, mas onde os "mares" não são exclusivos. Muitas das suas peças representam casas e assim pode falar-se não de "Mares  de Garrafas", mas de "Cidades de Garrafas". Este museu foi constituído pelo acervo de realizações do Holandês Peter Baydely, chama-se Museu de Arte da Garrafa  (พิพิธภัณฑ์ขวด) e situa-se na cidade de  Pataya na Tailândia.















segunda-feira, 26 de abril de 2010

O "Mar" do "Xaveco" / " Xebec"

O "Xaveco" era uma embarcação muitíssimo rápida que navegava pelo Mediterrâneo. Construído no norte de África, nomeadamente no que é hoje a Argélia, servia os piratas magrebinos e era tão rápido que a única forma de o derrotar era com outro igual. Muitos países europeus, Portugal entre eles, construíram-no ou utilizaram aqueles que conseguiam apresar. Nunca construí nenhum, mas o meu amigo Nuno Miranda realizou o que se mostra.
















No vídeo pode ver-se uma reconstituição em 3D.


domingo, 25 de abril de 2010

O "Mar" do Iole "Maria"

Antes do João ter realizado um iole (yawl) clássico à escala já eu tinha construído um. Em 1998 miniaturizei um modelo antigo existente no Museu do Mar em Cascais, restaurado pelo meu amigo Nuno Miranda, mas nunca consegui saber se correspondeu a uma embarcação real.


O método de construção deste iole, chamado "Maria", que se pode ver em cima como modelo do Museu do Mar, foi o mesmo que o João utilizou. No entanto, para cobrir o molde utilizei rede de nylon, de malha muito fina, que barrei  depois com um tipo de betume apropriado.



A miniaturização do "Maria" utilizou os planos realizados pelo Nuno Miranda e a garrafa foi trabalhada. Com uma fresa para vidro, desenhei-lhe ondas de vento e de mar, estilizadas.



Como a esmagadora maioria dos meus trabalhos, já não o tenho. Ofereci-o ao Pedro Cadete, meu amigo desde a infância com quem iniciei o percurso do prazer pelos barcos.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

O "Mar" das Falkušas

No vídeo que se segue podemos ver Falkušas, barcos tradicionais de pesca à sardinha da pequena cidade de Komiza, Ilha de Vis na Croácia. Uma réplica destas embarcações é usada como embarcação de apoio a passeios de caiaque em torno das ilhas de Vis e Hvar. 

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Os "Mares" de Red Alexander

Este vídeo documenta as paixões de "Red" Alexander durante 80 anos: a construção de embarcações. Após 46 anos de construção de navios à escala 1/1 Red aposentou-se em 1980. Hoje a sua  cozinha é um estúdio onde ele faz modelos detalhados de todos os tipos de navios e embarcações, também em garrafas.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Os "sintels" das barcaças do Lago Peipsi

O Zé Manel, meu colega e amigo, com quem tenho a afinidade do gosto pelos barcos, enviou um comentário a propósito da Barcaça do Lago Peipsi. Depois de o ter publicado, creio que vale a pena criar um novo post para ilustrar esse comentário.

Diz o Zé: "-Achei interessantíssimo o filme sobre as barcas eslavas do lago peipsi. Realço sobretudo um detalhe curioso. Tal como as primeiras cogas hanseáticas do séc XIV, elas possuem finas réguas a tapar a junção das tábuas do costado. Tal como nas cogas, essas réguas estão seguras por uma espécie de agrafos (perdoem o termo) chamados "sintels" que aqui conservam a forma exacta dos que eram mais usados nas cogas. 

 Coga Anseática, Séc. XIV (clique na foto para a ampliar)
 

Barcaça do Lago Peipsi, Séc. XX

Há portanto a permanência desta solução construtiva até quase aos nossos dias, o que é um facto assinalável." Zé Manel Faria

segunda-feira, 12 de abril de 2010

O "Mar Republicano" de Garibaldi

   Garibaldi foi chamado "heroi de dois mundos" por ter lutado pela liberdade na Europa e na América (Brasil) e não há dúvida que a odisseia  da sua escuna "Seival" figurará num dos "mares" das minhas garrafas.
   De acordo com a Wikipédia, "Garibaldi aproximou-se dos republicanos que haviam proclamado a República Rio-grandense (11 de setembro de 1836), no Rio Grande do Sul e tornou-se uma figura importante na Guerra dos Farrapos, ou Revolução Farroupillha, na qual os republicanos do sul combateram o Império do Brasil. Ao lado do general Davi Canabarro (descendente de Açoreanos), tomou o porto de Laguna, em Santa Catarina, onde foi proclamada a República Catarinense (República Juliana)."

 Bandeira da República Catarinense

"A marinha da jovem República Riograndense estava bloqueada na lagoa dos Patos, pois as forças imperiais dominavam a cidade de Rio Grande, na saída da lagoa para o mar. Para levar as forças republicanas até a cidade de Laguna, Garibaldi levou seus dois barcos através de um trecho de 86 quilômetros de terra, utilizando enormes carretas puxadas por duzentos bois."


   Augusto Chagas em "Barco Seival, o completo relato da grande epopeia por águas gaúchas "refere que "um hábil carpinteiro chamado Abreu foi o encarregado de executar a encomenda (da construção das carretas para as duas embarcações consideradas necessárias), calculada pessoalmente por Garibaldi. Cada uma das carretas tinha dois eixos reforçados e quatro rodas, com cubos de 80 cm, 3,20 m de raio, 30 cm de largura e 10 barras de raio em cada uma delas sobre carreta de 8 rodas, por cerca de 200 bois. O transporte foi feito através de campos enlameados pelas chuvas de inverno. As lanchas seriam usadas para romper o cerco e fazer a tomada de Laguna – Santa Catarina. Este foi o mais fantástico acontecimento da guerra, e talvez um dos lances de combate mais geniais da história."

Esta fotografia retrata o "Seival" a única escuna, também chamada "lanchão" que chegou a Laguna.

 Voltando a Wikipédia, "em Laguna, Garibaldi conheceu Ana Maria de Jesus Ribeiro, conhecida depois como Anita Garibaldi, com quem se casaria e que se tornaria sua companheira de lutas na América do Sul e depois na Itália. Quando, após quase uma década de luta, ficou evidente que a República Rio-grandense estava condenada a desaparecer, o presidente Bento Gonçalves dispensou Garibaldi de suas funções, e ele então mudou-se para Montevidéu, no Uruguai, com Anita e seu filho Menotti, nascido em Mostardas, no litoral sul do estado do Rio Grande do Sul."


No Brasil realizou-se um, filme chamado "A casa das sete mulheres" sobre este acontecimento, é imperativo vê-lo! 



domingo, 11 de abril de 2010

A Barcaça do Lago Peipsi na Estónia / Peipsi sailing barge on old footage

As barcaças à vela do Lago Peipsi na Estónia aparecem, primeiro, num filme bastante antigo e, depois, num filme sobre uma réplica recente. Estas barcaças remontam ao Século XIV e a amplitude do seu bojo será um desafio para o miniaturista dos nossos "Mares"!



quinta-feira, 8 de abril de 2010

Os "Mares" de cortiça

Porque a cortiça também faz parte integrante dos nossos "Mares", nem que seja nas rolhas...


Há "Mares" totalmente feitos de cortiça, como o da fotografia. Trata-se de uma representação da caça ao cachalote com uma canoa baleeira realizada no Arquipélago dos Açores. Este era um dos poucos "Mares" que se via à venda no centro de Lisboa, creio que feito por alguém da margem sul do Tejo:

domingo, 4 de abril de 2010

O "Mar" da Madalena

A Madalena fez hoje um ano, mas apenas lhe pude dar o casco da "Canoa da Picada". Não a acabei porque estou emperrado por doze anos de inactividade como miniaturista. Além disso tenho de desistir da ideia de a colocar num balão, por sobre o gargalo, pois está demasiado grande.

Fica uma fotografia  da Madalena com o casco na mão...


...e outra onde se verifica a impossibilidade do projecto do barco sobre o gargalo de um balão, devido ao tamanho do casco.


sábado, 3 de abril de 2010

Um "Mar " cibernético em 3dsmax

Enquanto não acabo o "Mar" da Madalena, deixo-vos com um barco em garrafa durante uma tempestade.  Cena criada em 3dsmax.