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O NOSSO PROPÓSITO

O Capitão Haddock da banda desenhada do Tintin é uma boa caricatura de como se atribui a relação entre o mar e as garrafas ao alcoolismo dos marinheiros. No entanto a relação que mais nos interessa é a de que os marinheiros tinham com as garrafas já vazias. Tal como com o álcool, a atenção requerida pela introdução de modelos de veleiros no interior de garrafas -pelos seus gargalos- fazia-os evadirem-se da sua dura realidade. Ao contrário das fantasias de Baco o resultado desta outra relação era uma fantasia perdurável com um significado quase bíblico, o do buraco da agulha e do camelo.

O Mar das Garrafas será um espaço de divulgação de uma arte que, mais do que uma evasão, constitui um meio de trabalhar a persistência. Aqui apresentarei trabalhos já realizados, outros a realizar, trabalhos de outros, os resultados da minha pesquisa contínua sobre a história e as mútiplas envolvências desta arte, especialmente a das embarcações tradicionais.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

As águas interiores do Titicaca

Há muitos anos, talvez mais de vinte, vi um documentário chamado "Os últimos marinheiros".  Este documentário, com imagens de grande beleza, incidia sobre as embarcações, veleiras, de trabalho,  em África, Ásia, América e Oceânia, uma vez que na Europa já não existem como tal. A primeira embarcação do documentário era a Balsa do grande lago da América Latina, lago Titicaca.

Nunca vi nenhum "Mar de Garrafa" com uma balsa do Titicaca, tenho a certeza que seria um "mar" lindíssimo. Quem conhece uma miniatura destas num barco em garrafa?













































Deixo-vos com o genérico e o primeiro documentário de "Os Últimos Marinheiros"




segunda-feira, 28 de junho de 2010

Os "Mares" de Robin Hood Bay no Reino Unido



Ouvi falar em Robin Hood Bay quando entrei para a European Association of Ships in Bottles, pois Pat Labistour, miniaturista e tesoureira da associação, vivia aí. Nunca me ocorreu, contudo, que, em 1967, esse local tivesse tido uma oficina artesanal colectiva de produção de barcos em garrafas.




Foi algo que pude saber à pouco através de um pequeno filme da British Pathé. Segundo as indicações do filme, em 1967 a oficina colectiva de John Milsom, perto de Whitby, Yorkshire, produzia veleiros em garrafas para exportação. Clique na imagem para ver o vídeo.


Em resposta a um pedido meu, Patricia Labistour diz o seguinte: "'Ship Models' was a small factory on the village of Fylingthorpe, near Robin Hoods Bay in North Yorkshire. Parts of the models were made by home workers and then assembled on the factory line. Many thousands were exported to many parts of the world. The factory closed some years ago on the death of the owner."

Thanks Pat!


sexta-feira, 25 de junho de 2010

Os "Mares" de 1900

Porque os "Mares de garrafas" também são temporais aqui ficam fotografias cromáticas de 1900 sobre embarcações e portos da colecção da Biblioteca do Congresso, E.U.A.. As imagens  da progressiva substituição de veleiros por embarcações a vapor reforçarão a nossa necessidade de preservar a beleza, isto é a imagem de um mundo de barcos alados, os das garrafas!

sábado, 19 de junho de 2010

o "Mar" da "Rasca da Ericeira"


A Rasca era uma embarcação com vinte metros, borda alta e três velas latinas.  Inicialmente de pesca, foi, depois, utilizada como embarcação de carga. Em 1821, por exemplo, a Rasca "N.ª Sr.ª da Conceição" da Ericeira transportava 40 caixas de chá, mobília e várias encomendas, quando encalhou na Baía de Gibraltar juntamente com dois "Caíques" e uma escuna (in Suplemento de  O Independente, n.º 12, Imprensa Nacional, Lisboa, 1822).

Mais conhecida como "Rasca da Ericeira", vila piscatória junto a Mafra, a Rasca era uma embarcação esplêndida que, como os "Caíques",  também chegou a navegar para o Brasil.

A Rasca tornou-se anti-económica pela numerosa tripulação necessária para laborar com o seu aparelho vélico e no fim do Século XIX já não restava qualquer exemplar, havendo hoje apenas uma âncora como vestígio.



Não conheço qualquer modelo realizado à escala de Rascas, mas o Museu da Marinha possui os seus planos e existem alguns modelos de traça popular.

                                                                            Modelo do Museu da Misericórdia, Ericeira





















                                Modelo do Museu do Mar (Cascais)






















Em 1989 realizei uma miniatura à escala 1/160 com base nos planos do Museu da Marinha e no esquema de cores do modelo do Museu do Mar. Podem vê-la nas fotografias e no vídeo que se seguem.




















































quarta-feira, 16 de junho de 2010

Os "Mares" do museu "Flaske Peters Samling" na ilha de Ærø, Dinamarca


Na ponta sul da Dinamarca há uma ilha chamada Ærø.


Aí, em Smedegade, pode visitar-se o museu "Flaske Peters Samling"   com   uma fascinante frota de 1700 barcos em garrafas. 


Este museu teve a sua origem no espólio de Peter Jacobsen, na fotografia,  que morreu em 1960, após uma vida de realização de "Mares de garrafas". Segundo se diz na visita a Ærø pode entender-se como, depois da invenção da máquina a vapor, os marinheiros continuaram, nostalgicamente, a navegar à vela, embora, especialmente, nas garrafas que deixavam vazias.




















domingo, 13 de junho de 2010

O "Mar" dos "Tall Ships"


Um "Tall Ship" é uma embarcação com um aparelho vélico tradicional e de grande dimensão.


 


Um "Mar de Garrafa" para estas embarcações tem de ser especial!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Marinheiros dos "Mares" das garrafas: José Antonio Bañares


José Antonio Bañares é um outro miniaturista de "Mares" em garrafas que tenho o prazer de vos apresentar. O seu trabalho é muito  complexo,  o seu método caracteriza-se pela montagem da embarcação, com todos os seus cabos, no interior da garrafa tal como os modelos do nosso amigo, Juan Rodriguez del Barrio, que já tivemos o prazer de trazer aqui. No filme final podem ver a complexidade do seu processo de trabalho e, no seu site, encontrarão uma das melhores sistematizações sobre os "Mares" de que nos ocupamos.

Pedi a José que fizesse um pequeno texto para este post, ei-lo:

Meu carinho pelas miniaturas de embarcações em garrafas remonta a 1990, quando fui a uma exposição em um grande centro comercial. Ao ver os veleiros em garrafas expostos por Juan Rodriguez del Barrio -um grande mestre em todo o tipo de embarcações em garrafas- gostei tanto que, com a minha ânsia de ver os mais pequenos detalhes, estive quase a derrubar um armário com um dos seus barcos em garrafa. Juan lembra-me sempre desse facto, dizendo que eu tenho inveja dele e que desejava quebrá-lo.

Até então eu era um modelista amador e fazia modelos de navios a uma escala muito menor e, de vez em quando, tinha que passar horas limpando os modelos empoeirados.  Ao ver os barcos em garrafas pensei que colocar  barcos em garrafas, além de ser uma arte, era a melhor maneira de não ter que limpar os barcos. Comecei  então a fazê-los e actualmente tenho uma colecção de cerca de 30 navios em garrafas. Alguns são simples e outros algo mais complexo. 


Desenvolvi minhas próprias ferramentas e métodos. Gosto desta arte antiga porque todos os modelos são um desafio para superar, tentando encontrar novos com maior dimensão e mais detalhes. Documento todo o meu trabalho e  tenho um site com quase todos os meus modelos que vos convido a ver, clicando aqui


segunda-feira, 7 de junho de 2010

O "Mar" dos "Galway Hooker"

De acordo com a Wikipédia, o Galway hooker (em Irlandês: bád mór or húicéir) é uma embarcação tradicional à vela característica da da baía de Galway na costa ocidental da Irlanda. Esta embarcação, que transportava turfa e também era pesqueira, foi desenvolvida para as águas revoltas e tempestuosas destes mares.  Tradicionalmente esta embarcação é preta e as velas são de um vermelho acastanhado escuro. 

Depois das fotografias podem ver um excelente filme sobre eles.



www.aran-isles.com/blog/




Os Galway Hooker também navegam nos "Mares de Garrafa". O meu amigo Alan  Rogers, na fotografia, já realizou alguns, um dos quais me foi oferecido. Vejam como são bonitos. O método que utilizou é o mesmo que eu utilizo, o casco é oco e realizado à escala.


















quarta-feira, 2 de junho de 2010

O "Mar" do cutter "Marguerite"


Há muitos anos realizei à escala a miniatura do "cutter piloto" do canal de Bristol, "Marguerite", que já mostrei em vídeo neste bloge (para o ver carregue aqui). Recentemente vim a saber que esta embarcação ainda existe. Mostro-vos então o "Marguerite" real e a miniatura que realizei.

































































terça-feira, 1 de junho de 2010

3.º Curso de Iniciação e Desenvolvimento em Modelismo Naval

As inscrições estão abertas e logo para a construção de uma Muleta! Clique na imagem para mais informação.