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O NOSSO PROPÓSITO

O Capitão Haddock da banda desenhada do Tintin é uma boa caricatura de como se atribui a relação entre o mar e as garrafas ao alcoolismo dos marinheiros. No entanto a relação que mais nos interessa é a de que os marinheiros tinham com as garrafas já vazias. Tal como com o álcool, a atenção requerida pela introdução de modelos de veleiros no interior de garrafas -pelos seus gargalos- fazia-os evadirem-se da sua dura realidade. Ao contrário das fantasias de Baco o resultado desta outra relação era uma fantasia perdurável com um significado quase bíblico, o do buraco da agulha e do camelo.

O Mar das Garrafas será um espaço de divulgação de uma arte que, mais do que uma evasão, constitui um meio de trabalhar a persistência. Aqui apresentarei trabalhos já realizados, outros a realizar, trabalhos de outros, os resultados da minha pesquisa contínua sobre a história e as mútiplas envolvências desta arte, especialmente a das embarcações tradicionais.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Marinheiros dos "Mares" das garrafas: José Antonio Bañares


José Antonio Bañares é um outro miniaturista de "Mares" em garrafas que tenho o prazer de vos apresentar. O seu trabalho é muito  complexo,  o seu método caracteriza-se pela montagem da embarcação, com todos os seus cabos, no interior da garrafa tal como os modelos do nosso amigo, Juan Rodriguez del Barrio, que já tivemos o prazer de trazer aqui. No filme final podem ver a complexidade do seu processo de trabalho e, no seu site, encontrarão uma das melhores sistematizações sobre os "Mares" de que nos ocupamos.

Pedi a José que fizesse um pequeno texto para este post, ei-lo:

Meu carinho pelas miniaturas de embarcações em garrafas remonta a 1990, quando fui a uma exposição em um grande centro comercial. Ao ver os veleiros em garrafas expostos por Juan Rodriguez del Barrio -um grande mestre em todo o tipo de embarcações em garrafas- gostei tanto que, com a minha ânsia de ver os mais pequenos detalhes, estive quase a derrubar um armário com um dos seus barcos em garrafa. Juan lembra-me sempre desse facto, dizendo que eu tenho inveja dele e que desejava quebrá-lo.

Até então eu era um modelista amador e fazia modelos de navios a uma escala muito menor e, de vez em quando, tinha que passar horas limpando os modelos empoeirados.  Ao ver os barcos em garrafas pensei que colocar  barcos em garrafas, além de ser uma arte, era a melhor maneira de não ter que limpar os barcos. Comecei  então a fazê-los e actualmente tenho uma colecção de cerca de 30 navios em garrafas. Alguns são simples e outros algo mais complexo. 


Desenvolvi minhas próprias ferramentas e métodos. Gosto desta arte antiga porque todos os modelos são um desafio para superar, tentando encontrar novos com maior dimensão e mais detalhes. Documento todo o meu trabalho e  tenho um site com quase todos os meus modelos que vos convido a ver, clicando aqui


3 comentários:

Luís Sérgio disse...

Mais um artista de excelência, neste "mar das garrafas que continua a surpreender. Boa ideia a divulgação da petição em defesa do museu da marinha. Se não nos pomos a "pau" esta canalha encerra o país.
Ab,
Luís Sérgio

Sergio Nunes disse...

Parabéns pela abertura do espaço, assim é possível conhecermos outros miniaturistas. E este em particular; é sem dúvida, um excelente artista.

Um abraço.

Sergio Nunes

marius disse...

beautifull work! stupid music!