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O NOSSO PROPÓSITO

O Capitão Haddock da banda desenhada do Tintin é uma boa caricatura de como se atribui a relação entre o mar e as garrafas ao alcoolismo dos marinheiros. No entanto a relação que mais nos interessa é a de que os marinheiros tinham com as garrafas já vazias. Tal como com o álcool, a atenção requerida pela introdução de modelos de veleiros no interior de garrafas -pelos seus gargalos- fazia-os evadirem-se da sua dura realidade. Ao contrário das fantasias de Baco o resultado desta outra relação era uma fantasia perdurável com um significado quase bíblico, o do buraco da agulha e do camelo.

O Mar das Garrafas será um espaço de divulgação de uma arte que, mais do que uma evasão, constitui um meio de trabalhar a persistência. Aqui apresentarei trabalhos já realizados, outros a realizar, trabalhos de outros, os resultados da minha pesquisa contínua sobre a história e as mútiplas envolvências desta arte, especialmente a das embarcações tradicionais.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O "Creoula" do Luís e da Louise

Crê-se que grande parte dos "Mares de Garrafas" do tempo em que a navegação era maioritariamente à vela eram feitos para serem oferecidos. A mim agrada-me esta ideia e quase todos os meus "Mares" foram oferecidos. Um deles foi-o à 19 anos, a 31 de Agosto de 1991, data em que o meu velho amigo Luís se casou com a Louise. Como não pude estar presente no seu casamento, enviei-lhes esse presente pela mão de outro amigo comum, o Pedro.



A minha lembrança para eles foi o "Mar" mais pequeno que fiz até hoje. É claro que a sua grandeza estava na pequenez da miniatura do Lugre "Creoula"!

1 comentário:

Luis disse...

Obrigado, meu velho! Foi de facto uma prenda inédita que tanto eu como a Louise muito apreciamos. Inclusive a pequena caixa de madeira com um selo de cera onde vinha a garrafita. Impecável!!!