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O NOSSO PROPÓSITO

O Capitão Haddock da banda desenhada do Tintin é uma boa caricatura de como se atribui a relação entre o mar e as garrafas ao alcoolismo dos marinheiros. No entanto a relação que mais nos interessa é a de que os marinheiros tinham com as garrafas já vazias. Tal como com o álcool, a atenção requerida pela introdução de modelos de veleiros no interior de garrafas -pelos seus gargalos- fazia-os evadirem-se da sua dura realidade. Ao contrário das fantasias de Baco o resultado desta outra relação era uma fantasia perdurável com um significado quase bíblico, o do buraco da agulha e do camelo.

O Mar das Garrafas será um espaço de divulgação de uma arte que, mais do que uma evasão, constitui um meio de trabalhar a persistência. Aqui apresentarei trabalhos já realizados, outros a realizar, trabalhos de outros, os resultados da minha pesquisa contínua sobre a história e as mútiplas envolvências desta arte, especialmente a das embarcações tradicionais.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Regata Comemorativa do Centenário da República Portuguesa

Dia 29 de Agosto decorreu a regata de embarcações do Tejo comemorativa do centenário da República Portuguesa. Como tive conhecimento tardiamente da iniciativa, apenas me desloquei ao local de chegada da regata, a Moita, e somente com uma pequena máquina fotográfica. Apresento-vos pois algumas das fotografias e um pequeno filme sobre o evento que me deu especial prazer, pois além de fazedor de "Mares", sou também historiador da Primeira República Portuguesa, implantada a 5 de Outubro de 1910.


O mapa do trajecto da regata


















A canoa de carangueja vencedora: "Lusitana"

Uma canoa de bastardo a todo o pano
















A Canoa "Alma do Tejo"


A "Boneca"



O bote "Gavião dos Mares"



A embarcação mais antiga da Marinha do Tejo, um catraio.


A "Papa Milhas" e a "Princesa do Tejo"



A "Primavera"


A "Senhora do Cais"


A "Zé Rui"







Creio que se há nos meus "Mares" uma característica pessoal, ela é, precisamente, a de realizar muitos deles com embarcações tradicionais portuguesas. Ao contribuir para recuperar uma arte -a dos barcos no interior de garrafas- contribuo também para a memória e a conservação do património naval tradicional português.

Catraio do Tejo (peça oferecida à minha estimada colega Maria da Luz quando dei aulas no Lavradio)

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