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Barcos em garrafas
O Capitão Haddock da banda desenhada do Tintin é uma boa caricatura de como se atribui a relação entre o mar e as garrafas ao alcoolismo dos marinheiros. No entanto a relação que mais nos interessa é a de que os marinheiros tinham com as garrafas já vazias. Tal como com o álcool, a atenção requerida pela introdução de modelos de veleiros no interior de garrafas -pelos seus gargalos- fazia-os evadirem-se da sua dura realidade. Ao contrário das fantasias de Baco o produto desta outra relação era uma fantasia perdurável com um significado quase bíblico, o do buraco da agulha e do camelo.
O Mar das Garrafas será um espaço de divulgação de uma arte que, mais do que uma evasão, constitui um meio de trabalhar a persistência. Aqui apresentarei trabalhos já realizados, outros a realizar, trabalhos de outros, os resultados da minha pesquisa contínua sobre a história e as mútiplas envolvências desta arte, especialmente a das embarcações tradicionais.
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3 comentários:
Parabéns David!!!
Que descoberta essa miniatura...
Se a garrafa não serve para o alimento; nos alimenta com um exemplo de minúcia e criatividade.
No meu blog há um vídeo em que o autor das miniaturas registrava sua produção em um pedaço de papel no fundo da garrafa.
Acho esse proceder muito significativo para este tipo de trabalho.
Um abraço.
Sergio Nunes
Não te esqueças de que, nos últimos tempos da guerra, a Alemanha acabou por ocupar a sua aliada renitente, a Itália, para repor no poder Mussolini. Talvez esse prisioneiro fosse desses tempos na Itália - o que acho pouco provável, pois seria imediatamente entregue aos mussolinianos, que o teriam fuzilado - ou um italiano da frente russa que se tivesse manifestado anti-mussolini e estivesse demasiado longe para ser reencaminhado para Itália.
Nuno
Nuno,
Não me parece que um prisioneiro tivesse uma imagem tão edílica que pusesse a cruz gamada no mastro grande!
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