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O NOSSO PROPÓSITO

O Capitão Haddock da banda desenhada do Tintin é uma boa caricatura de como se atribui a relação entre o mar e as garrafas ao alcoolismo dos marinheiros. No entanto a relação que mais nos interessa é a de que os marinheiros tinham com as garrafas já vazias. Tal como com o álcool, a atenção requerida pela introdução de modelos de veleiros no interior de garrafas -pelos seus gargalos- fazia-os evadirem-se da sua dura realidade. Ao contrário das fantasias de Baco o resultado desta outra relação era uma fantasia perdurável com um significado quase bíblico, o do buraco da agulha e do camelo.

O Mar das Garrafas será um espaço de divulgação de uma arte que, mais do que uma evasão, constitui um meio de trabalhar a persistência. Aqui apresentarei trabalhos já realizados, outros a realizar, trabalhos de outros, os resultados da minha pesquisa contínua sobre a história e as mútiplas envolvências desta arte, especialmente a das embarcações tradicionais.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

"Mares de garrafas" em Port Colborne


 No Museu de Port Colborne em Ontario, Canadá, existe uma pequena colecção de garrafas com barcos que importa conhecer.

 As duas primeiras garrafas  são representações da célebre escuna "Bluenose", da Nova Escócia. 

Na terceira fotografia surge uma garrafa com a representação de uma embarcação chamada "Lizbeth" e na quarta apresenta-se um navio de guerra e um submarino. Ambas foram realizadas por  prisioneiros de guerra alemães, durante a Segunda Guerra Mundial.


 
 

 Estas peças mostram bem como os prisioneiros passavam algum do seu tempo e, provavelmente, como procuravam algum sustento com o seu trabalho. Existem muitíssimos modelos de embarcações provenientes de prisioneiros das guerras napoleónicas, mas nenhum em garrafas, provavelmente porque estas ainda não eram acessíveis!

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