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O NOSSO PROPÓSITO

O Capitão Haddock da banda desenhada do Tintin é uma boa caricatura de como se atribui a relação entre o mar e as garrafas ao alcoolismo dos marinheiros. No entanto a relação que mais nos interessa é a de que os marinheiros tinham com as garrafas já vazias. Tal como com o álcool, a atenção requerida pela introdução de modelos de veleiros no interior de garrafas -pelos seus gargalos- fazia-os evadirem-se da sua dura realidade. Ao contrário das fantasias de Baco o resultado desta outra relação era uma fantasia perdurável com um significado quase bíblico, o do buraco da agulha e do camelo.

O Mar das Garrafas será um espaço de divulgação de uma arte que, mais do que uma evasão, constitui um meio de trabalhar a persistência. Aqui apresentarei trabalhos já realizados, outros a realizar, trabalhos de outros, os resultados da minha pesquisa contínua sobre a história e as mútiplas envolvências desta arte, especialmente a das embarcações tradicionais.

terça-feira, 26 de junho de 2012

"Mares" do National Maritime Museum (UK)


 

  Continuando o nosso percurso por "mares" museológicos apresentamos neste post imagens de uma selecção da colecção de barcos em garrafas do National Maritime Museum, em Londres. Esta selecção foi realizada pelo curador desta instituição, Simon Stephens. 
Apenas as imagens centradas são de embarcações diferentes umas das outras. Quando surgem à direita ou à esquerda, significa que se trata da mesma miniatura em fotografias com ângulos diferentes. 
Cliquem nas imagens para as ampliar e podem ler acerca de cada peça no blog da colecção . A visita ao museu é, contudo, um imperativo!

 






























 

Repararam como a proa das embarcações está sempre orientada para o gargalo  das garrafas, como se fossem o gurupés da garrafa? É típico dos "mares" ocidentais. No Japão, sem a tradição de embarcações com um gurupés na proa, esta está orientada para a traseira da garrafa. Eu, por mim, também o faço, mesmo não sendo japonês!
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1 comentário:

Nuno Miranda disse...

Não podiam faltar as nossas velhas Dimpes, que dão um outro estilo e, a meu ver, dão muito mais personalidade ao mar.