sábado, 10 de outubro de 2009
O mar da escola
No ano lectivo 1988-1989 leccionei na Escola Álvaro Velho do Lavradio.
O percurso diário realizado de barco pelo Tejo, de Lisboa ao Barreiro, foi muito inspirador. Comecei a estudar as embarcações tradicionais do rio Tejo, a construir os seus primeiros modelos em garrafas e, também, a ensinar a construí-los. Formei um pequeno grupo de seis alunos, um dos quais paraplégico, que todas as semanas se dedicava à arte de construir modelos para colocar dentro de garrafas. O resultado surge no vídeo que apresento: uma Muleta, dois Caíques, duas Canoas da Picada e um Hiate de Setúbal. A escola devolvia o mar ao seu lugar, pois tinha o nome de um navegador da Expansão Portuguesa e situava-se num lugar onde os bacalhoeiros estacionavam entre duas fainas, enquanto as embarcações tadicionais realizavam as suas tarefas.
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quinta-feira, 8 de outubro de 2009
sábado, 3 de outubro de 2009
Os barcos em garrafas de Pablo Neruda
"...luego está la época en que coleccionaba barcos y dondequiera que hubiese un barco, esos barcos maravillosos, esos modelos de fragatas o barcos en botelhas, todo lo compraba. Todo el dinero que tenía era poco. Nunca tenía un centavo porque se los gastaba en sus caprichos del momento. "
(In PABLO NERUDA: LOS CAMINOS DE AMERICA (TRAS LAS HUELLAS DEL POETA ITINERANTE III (1940-1950), OLIVARES BRIONES, EDMUNDO, LIBROS ARCES-LOM 2004)
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“Es sabido que Pablo Neruda era un amante del mar, un horizonte capaz de ocultar misterios y sorpresas, y sobre todo, inspirar. La casa, no por casualidad, fue comprada a un capitán de navío español, por lo que estaba situada con una privilegiada vista al océano. El área, con su particular paisaje fue el escenario y fuente de inspiración para poetas de la talla de Huidobro, Los Parra y quizás uno de los más célebres de ellos, el propio Neruda. La zona, se conoce como Litoral de las Artes y los Poetas, por haber sido un espacio importante en las vidas de cada uno de ellos.
Fue Pablo Neruda el que estableció con el paisaje un vínculo tan especial, que construyó en la casa de Isla Negra su pequeño mundo a la medida de sus gustos y placeres. La vivienda está concebida como si fuera un barco, por ello eligió pisos de madera crujientes, techos bajos y hasta pasillos que simulaban los corredores de una embarcación. Cada espacio es un pequeño museo de objetos, botellas y barcos en botella, mapas y sobre todo, conchas marinas de las que Pablo Neruda más gustaba coleccionar.”
In http://viajesudamerica.com/isla-negra-el-lugar-en-el-mundo-de-pablo-neruda/ (Acedido em 2009.10.09)
Nas suas Odes Selecccionadas Neruda tem a "Oda Al Buque en La Botella" de que pudemos ler um extracto em Espanhol e em Inglês
Filme de animação: Daniel, une vie en bouteille
Daniel, la cinquantaine, a une passion: la construction de bateaux en bouteilles. Ce loisir, il l’a érigé au rang d’art. Un art où il excelle, un art qui le valorise, qui l’accapare jusqu’à en oublier l’existence de sa femme. Un art dans lequel il s’est inexorablement enfermé. Ce film racontera l’antagonisme entre passion amoureuse et passion artistique et la déraison vers laquelle elles peuvent mener. Daniel, une vie en bouteille est un film d’animation "volume" (pâte à modeler) de 15 minutes qui allie animations traditionnelles et nouvelles technologies.
Para ver o vídeo clique no título: "Daniel, une vie en bouteille"
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O Bote da Lorena e do Luís
Como tenho estado a falar dos Açores, resolvi expor agora um trabalho feito por volta de 1998. Trata-se de um bote de boca aberta com velas bastardas ou latinas, típico de S. Miguel. Realizei este trabalho numa garrafa de licor de maracujá "Ezequiel" das antigas e dei-o a dois grandes amigos de S. Miguel: a Lorena e o Luís, a quem também dedico este post.
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quinta-feira, 1 de outubro de 2009
A Garrafa do Faroleiro do Nordeste
Em 1982 quando aluguei um quarto na Vila de Nordeste , Ilha de S. Miguel, Açores, a um ex-faroleiro havia algo maravilhoso em cima de uma cómoda, um veleiro dentro de uma garrafa.
O mais fantástico, no entanto, era que não havia qualquer corte na garrafa, indicando que tinha passado pelo gargalo e, sobretudo, não havia qualquer eixo na base dos mastros de modo a que pudessem ser dobrados.
Todas as noites antes de adormecer observava essa garrafa e colocava hipóteses sobre como a escuna teria entrado pelo gargalo, pois disso não havia dúvida. Como se teriam articulado os seus mastros sem um eixo na base de cada um?
Perguntei ao Sr. Manuel Julinho, ex-faroleiro e dono da casa, mas a garrafa tinha sido feita por um tio-avô -também faroleiro- e ele nunca tinha aprendido a técnica.
Em 1984-85, no meu último ano no Nordeste, resolvi comprovar a hipótese que acabei por considerar a mais pertinente: usando estiletes que empurrassem o topo e a base dos mastros, estes acabariam por erguer-se e seriam amparados pela pressão das enxárcias (cabos laterais que ligam o topo do mastro ao casco da embarcação). Se bem o pensei melhor o fiz e nasceu a minha primeira garrafa, intitulada "Madalena do Pico", que surge no post anterior.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Madalena do Pico
A Vila da Madalena é a porta de entrada para a Ilha do Pico e foi na sua paisagem que me inspirei para minha primeira garrafa com um veleiro, realizada em 1985 quando vivia na Vila de Nordeste, Ilha de S. Miguel. A garrafa é de Gordon's, depois de ter sido adquirida no Peter Café Sport da Horta, Faial, conhecido entre outras coisas pelo seu gin.
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