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O NOSSO PROPÓSITO

O Capitão Haddock da banda desenhada do Tintin é uma boa caricatura de como se atribui a relação entre o mar e as garrafas ao alcoolismo dos marinheiros. No entanto a relação que mais nos interessa é a de que os marinheiros tinham com as garrafas já vazias. Tal como com o álcool, a atenção requerida pela introdução de modelos de veleiros no interior de garrafas -pelos seus gargalos- fazia-os evadirem-se da sua dura realidade. Ao contrário das fantasias de Baco o resultado desta outra relação era uma fantasia perdurável com um significado quase bíblico, o do buraco da agulha e do camelo.

O Mar das Garrafas será um espaço de divulgação de uma arte que, mais do que uma evasão, constitui um meio de trabalhar a persistência. Aqui apresentarei trabalhos já realizados, outros a realizar, trabalhos de outros, os resultados da minha pesquisa contínua sobre a história e as mútiplas envolvências desta arte, especialmente a das embarcações tradicionais.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Barcos e garrafas

Nenhum barco deixa de gostar de uma garrafa ...apenas quando ela lhe pede com demasiada insistência!




quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O mar do Lugre Creoula



Adicionei uma nova ligação à lista dos blogues que aconselho, trata-se de um blogue sobre o Lugre Bacalhoeiro, de proa nórdica, "Creoula".
Como o meu saudoso amigo Samuel Corujo, de Ílhavo,  me tinha oferecido um modelo deste veleiro no Natal de 1993 mostro-o aqui.
O  filme que lhe segue mostra o Creoula na largada da regata dos grandes veleiros a 7 de Julho de 2007 em Alicante.




sábado, 17 de outubro de 2009

O mar da Póvoa


No Museu Municipal de Etnografia e História da Póvoa de Varzim, em Portugal, existe uma colecção de três garrafas com mar. Duas contêm veleiros e a terceira uma "Paixão". Este último tipo, de que nunca falámos, está intimamente associado ao mar pela religiosidade que ele inspira.



quinta-feira, 15 de outubro de 2009

O mar da Bluenose

O mar das garrafas nunca existiria sem embarcações como as escunas que pudemos ver no post anterior. Continuando a navegar pelo mar cibernético encontrei um filme datado de 1938 com a famosíssima escuna de proa nórdica "Bluenose". Deliciem-se!


segunda-feira, 12 de outubro de 2009

The World in his arms




Encontrei um extracto deste  filme no Youtube em http://www.youtube.com/watch?v=TcaO6F7PzpI colocado por alguém identificado como "nebot1". Tal como para este amigo, presumivelmente galego, creio que representa uma das melhores cenas de barcos na história do cinema, não há dúvida que é fantástica!

Considerando que a "Canção do Mar" da portuguesa Dulce Pontes é uma das melhores canções sobre o mar -algo de que não discordo- este amigo introduziu-a como banda sonora do extracto da película onde, aliás, uma das embarcações é comandada por um português. Vale mesmo a pena ver este despique entre duas escunas bacalhoeiras de proa nórdica!

Diz o nosso amigo:

"La mejor escena de barcos de la historia del Cine
Extracto de la película "El Mundo en sus manos" (1952) Dir. Raoul Walhs. (Título original :"The World in his arms"), Interpretada por Gregory Peck y Anthony Quinn, en la que se muestra una de las mejores escenas de barcos de la historia del cine. Aquella célebre regata entre "La Pelegrina de Salem" (Pilgrim of Salem) mandada por "el Hombre de Boston" (Gregory peck) y "La Santa Isabel" mandada por "El Portugués" (Anthony Quinn). ¡
¡ Ala a disfrutarla !
Entre medio de fondo le he introducido "La Cançao do Mar" interpretada por Dulce Pontes, (en honor al "Portugués" :-), una de las mejores canciones para mi gusto sobre La Mar cantada por una voz prodigiosa."



Muito inspirado na beleza destas escunas apresento aqui uma imagem de uma das que realizei, em 1989, a escuna bacalhoeira "Elsie".




sábado, 10 de outubro de 2009

O mar da escola

No ano lectivo 1988-1989 leccionei na Escola Álvaro Velho do Lavradio.
O percurso  diário realizado de barco pelo Tejo, de Lisboa ao Barreiro, foi muito inspirador. Comecei a estudar as embarcações tradicionais do rio Tejo, a construir os seus primeiros modelos em garrafas e, também, a ensinar a construí-los. Formei um pequeno grupo de seis alunos, um dos quais paraplégico, que todas as semanas se dedicava à arte de construir modelos para colocar dentro de garrafas. O resultado surge no vídeo que apresento: uma Muleta, dois Caíques, duas Canoas da Picada e um Hiate de Setúbal. A escola devolvia o mar ao seu lugar, pois tinha o nome de um navegador da Expansão Portuguesa e situava-se num lugar onde os bacalhoeiros estacionavam entre duas fainas, enquanto as embarcações tadicionais realizavam as suas tarefas.



quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Vogar contra a indiferença