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O NOSSO PROPÓSITO

O Capitão Haddock da banda desenhada do Tintin é uma boa caricatura de como se atribui a relação entre o mar e as garrafas ao alcoolismo dos marinheiros. No entanto a relação que mais nos interessa é a de que os marinheiros tinham com as garrafas já vazias. Tal como com o álcool, a atenção requerida pela introdução de modelos de veleiros no interior de garrafas -pelos seus gargalos- fazia-os evadirem-se da sua dura realidade. Ao contrário das fantasias de Baco o resultado desta outra relação era uma fantasia perdurável com um significado quase bíblico, o do buraco da agulha e do camelo.

O Mar das Garrafas será um espaço de divulgação de uma arte que, mais do que uma evasão, constitui um meio de trabalhar a persistência. Aqui apresentarei trabalhos já realizados, outros a realizar, trabalhos de outros, os resultados da minha pesquisa contínua sobre a história e as mútiplas envolvências desta arte, especialmente a das embarcações tradicionais.

sábado, 2 de junho de 2012

Mares Russos II - Vladislav Babkin


Vladislav Babkin é um miniaturista russo de alto gabarito. 
Vladislav enviou-me fotografias do seu recente trabalho, o veleiro AZOV. Foi construído para uma garrafa com 265 mm de comprimento e 197 mm de diâmetro interno no seu corpo e 43 mm no gargalo.
O Modelo  é feito de madeira e papelão, velas de seda, mastros de bambu e obras vivas de cobre.
Apreciem o imenso pormenor e, sobretudo, a limpeza do trabalho, sem resíduos de cola ou restos de falsos entalhes... um trabalho de verdadeira mestria! 
Devem clicar nas imagens para as ver em tamanho maior.




































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quarta-feira, 23 de maio de 2012

"Mares" de Paris


Não existem muitas fotografias sobre o processo artístico de colocar um veleiro numa garrafa, mas encontrámos uma, fantástica pela sua expressividade, tirada em Paris, França, em 1962. Vejam como o rosto do artesão está plenamente concentrado na arte de fazer passar "um camelo pelo buraco de uma agulha" em plena rua, perante o olhar de curiosos!




Embora os leigos não possam perceber que se está a introduzir um veleiro no interior de uma garrafa, podemos afirmá-lo. Vê-se o gurupés da embarcação e os cabos que saem pelo gargalo são reveladores de uma das técnicas para esse efeito.


Agradeço a autorização para a publicação desta fotografia fantástica ao Blogue Fa Do Si

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segunda-feira, 21 de maio de 2012

"Mares" austrais


 Não há muitas notícias de "Mares de garrafas" na Austrália, mas tal não implica que os "mares" da Oceania sejam poucos. Descobrimos dois no Australian National Maritim Museum, onde a Endeavour de James Cook, pontua, claro está!






Curiosamente as duas garrafas que apresentamos têm um gargalo muito curto, bem facilitador das operações, mas pouco desafiante!
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domingo, 13 de maio de 2012

Mais um "Mar" do Juan


  O meu Amigo, madrileno, Juan del Barrio enviou-me algumas fotos do trabalho que tem agora em mãos, a embarcação inglesa "Prince" de 1670. As imagens falam por si, apreciem o pormenor!






















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quarta-feira, 9 de maio de 2012

Os "Mares" do Maine


No Maine Maritime Museum, nos Estados Unidos da América, também existe uma colecção de "mares de garrafas". Deixo-vos algumas fotografias.





















 


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terça-feira, 1 de maio de 2012

Os meus "Mares" baleeiros

Para este dia 1 de Maio de 2012, Dia do Trabalhador, Deixo-vos imagens fotográficas de uma belíssima embarcação de trabalho, a canoa baleeira açoreana de que estou a realizar uma miniatura para um "mar de garrafa".

Trata-se de uma embarcação típica das Ilhas dos Açores que descende das baleeiras  americanas do Séc. XIX. No entanto é mais comprida e leva mais dois remadores, pois, ao contrário da americana que era transportada pelos navios baleeiros e era largada perto dos cetáceos, esta parte das ilhas, a grande distância da caça. 
 


A caça ao cachalote foi interdita em meados dos anos oitenta do século passado, mas, felizmente, esta elegantíssima embarcação perdurarou e hoje serve para regatas. Apreciem a sua beleza no vídeo que se segue.




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quarta-feira, 25 de abril de 2012

O Cutty Sark renasce


Após muitas adversidades, o Cutty Sark, um dos barcos mais famosos do mundo, que durante 27 anos navegou sob bandeira portuguesa, é hoje (25 de Abril de 2012) visitado pela rainha Isabel II e reabre ao público na quinta-feira.

O navio resistiu ao castigo das ondas que enfrentou desde que foi lançado, em 1869 na Escócia, à deterioração causada ao longo de 143 anos e até a um incêndio em 2007, durante os trabalhos de restauro.

Fez a rota do chá entre 1870 e 1878, transportou lã australiana entre 1883 e 1895 e durante 27 anos, até 1922, navegou entre Portugal, Angola, Moçambique, Brasil, EUA e Reino Unido. 

Adquirido em 1895 por uma companhia, a J. Ferreira e Cª, transportou vários tipos de mercadorias entre a metrópole e as então colónias africanas, mas em 1916 sofreu estragos provocados pelo mau tempo. 

Contudo, a perseverança de um capitão aposentado, Wilfred Dowman, permitiu que voltasse a mãos britânicas para ser restaurado e aberto ao público, tendo sido mais tarde usado para formação de marinheiros. 
 

 Doado pela viúva de Dowman, foi finalmente colocado numa doca seca em Greenwich, no sudeste de Londres, e desde a abertura ao público em 1957 já foi visitado por mais de 15 milhões de pessoas. 

Para o diretor da Fundação Cutty Sark, Richard Doughty, esta biografia torna o navio "um viajante, um sobrevivente" mas, enfatiza, "acima de tudo, é um belo veleiro". 

"Qualquer pessoa que olhe agora não pode deixar de se impressionar: tem este casco esguio fantástico, estes mastros altos, um desenho de vanguarda", realçou, em declarações à agência Lusa. 

  
Durante o tempo de serviço ao transporte do chá tornou-se lendário devido às velocidades que atingia, recorda o responsável, e mesmo sob a bandeira portuguesa visitou muitos dos principais portos mundiais. 

Nessa altura, afirmou, transportava desde carvão a cerveja, pianos, dentes de tubarão e metais. 

Agora, o Cutty Sark é uma atração turística, preservado como testemunho dos dias gloriosos do transporte de mercadorias em barcos à vela e também como homenagem àqueles que morreram na marinha mercante. 

Hoje recebe a visita da rainha Isabel II e do marido, Filipe, patrono do monumento, para a reabertura oficial, 55 anos depois de terem feito a primeira inauguração. 

A novidade está na estrutura de vidro em torno do casco que aumentou a área de visita, enquanto no interior foi melhorada a experiência com uma exposição multimédia e a exibição de objetos relacionados com a sua história. 

Segundo Richard Doughty, o Cutty Sark foi construído para durar 25 anos mas resistiu muitos mais ao serviço de diferentes donos. 

"Essa combinação [de resistência] com a beleza do navio", justifica, "faz com que seja um dos mais famosos do mundo". 





(Texto retirado do D. N. Globo:  http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=2440371&seccao=Europa&page=-1)
(Fotografias de:  http://i11.tinypic.com/2wd0obm.jpg , de http://www.oldukphotos.com/graphics/England%20Photos/Cornwall,%20Falmouth,%20The%20Cutty%20Sark.jpg e de http://www.nauta.bydgoszcz.com/foto/galeria/gotowe/04.jpg