O Museu Naval de Karlskrona, na ilha Stumholmen, Suécia, faz parte dos Museus Nacionais Marítimos (SMM) e Vasa Museum e do Museu Marítimo de Estocolmo e tem uma bela colecção de "Mares" de Garrafas....
Barcos em garrafas
O Capitão Haddock da banda desenhada do Tintin é uma boa caricatura de como se atribui a relação entre o mar e as garrafas ao alcoolismo dos marinheiros. No entanto a relação que mais nos interessa é a de que os marinheiros tinham com as garrafas já vazias. Tal como com o álcool, a atenção requerida pela introdução de modelos de veleiros no interior de garrafas -pelos seus gargalos- fazia-os evadirem-se da sua dura realidade. Ao contrário das fantasias de Baco o resultado desta outra relação era uma fantasia perdurável com um significado quase bíblico, o do buraco da agulha e do camelo.
O Mar das Garrafas será um espaço de divulgação de uma arte que, mais do que uma evasão, constitui um meio de trabalhar a persistência. Aqui apresentarei trabalhos já realizados, outros a realizar, trabalhos de outros, os resultados da minha pesquisa contínua sobre a história e as mútiplas envolvências desta arte, especialmente a das embarcações tradicionais.
O Museu Naval de Karlskrona, na ilha Stumholmen, Suécia, faz parte dos Museus Nacionais Marítimos (SMM) e Vasa Museum e do Museu Marítimo de Estocolmo e tem uma bela colecção de "Mares" de Garrafas.![]() |
| Matilde e Pablo Neruda (Clique para ver o perfil do poeta) |
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Nunca navegó
nadie
como en tu barco:
el día
transparente
no tuvo
embarcación ninguma
como
esse mínimo
pétalo
de vidrio
que aprisionó
tu forma
de rocío,
botella,
en cuyo
viento
va el velero,
botella,
si,
o viviente
travesía,
esencia
del trayecto,
cápsula
del amor sobre las
oslas,
obra
de las sirenas!
Yo sé que
en tu garganta
delicata
entraron
pequenitos
carpinteros
que volaban
en una abeja, mosca
que traían
en su lomo
herramientas,
clavos, tablas,
cordeles
diminutos,
y así en una botella
el perfecto navío
fue creciendo:
el casco fue la nuez
de su hermosura,
como alfileres elevó
sus palos.
Entonces
A
sus
pe-
que-
ni-
sismas
islas
refresó el astillero
y para navegar
en la botella
entró
cantando
la minúscula, azul
marinería.
Así, botella,
Adentro de tu
Mar, de tu cielo,
Se levantó
un navio
pequeño, si,
minúsculo
para el inmenso mar
que lo esperaba:
la verdad
es que nadie
lo construyó
y no navegará sino en
los sueños.
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ODE AU NAVIRE DANS LA BOUTEILLE Jamais personne n’a navigué comme sur ton bateau : le jour transparent n’a jamais eu d’embarcation pareille ce minime pétale de verre qui emprisonna tes formes de rosée, bouteille, au vent de qui va le voilier, bouteille, oui, ou vivante traversée, essence du trajet, capsule de l’amour sur les vagues, oeuvre des sirènes! Je sais que dans ta gorge délicate sont entrés de tout petits charpentiers volant sur une abeille, des mouches portant sur leur dos des outillages, des clous, planches, cordages minuscules, et ainsi dans une bouteille le navire parfait a grandi : la coque fut noyau de sa beauté, dressant ses mâts fins comme épingles. Alors à ses tou- tes pe- tites îles retourna tout le chantier et pour naviguer entra dans la bouteille en chantant, minuscule et bleu, l’équipage. Ainsi, bouteille, au milieu de ta mer, de ton ciel, s’est dressé un navire, petit, oui, minuscule pour cette immense mer qui l’attendait : la vérité est que personne ne l’a construit et qu’il ne voguera jamais que dans les songes. |