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O NOSSO PROPÓSITO

O Capitão Haddock da banda desenhada do Tintin é uma boa caricatura de como se atribui a relação entre o mar e as garrafas ao alcoolismo dos marinheiros. No entanto a relação que mais nos interessa é a de que os marinheiros tinham com as garrafas já vazias. Tal como com o álcool, a atenção requerida pela introdução de modelos de veleiros no interior de garrafas -pelos seus gargalos- fazia-os evadirem-se da sua dura realidade. Ao contrário das fantasias de Baco o resultado desta outra relação era uma fantasia perdurável com um significado quase bíblico, o do buraco da agulha e do camelo.

O Mar das Garrafas será um espaço de divulgação de uma arte que, mais do que uma evasão, constitui um meio de trabalhar a persistência. Aqui apresentarei trabalhos já realizados, outros a realizar, trabalhos de outros, os resultados da minha pesquisa contínua sobre a história e as mútiplas envolvências desta arte, especialmente a das embarcações tradicionais.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

O mar da "Muleta" do Vietname: Ghê nẵng

No Sítio Vietnam Wooden Boat Fondation pode conhecer-se o Ghế nâng, uma embarcação de pesca com três mastros, Construído com fibras de bambu. Navegando na região central do Vietname, Đà Nẵng. Foi considerada a embarcação veleira tradicional mais rápida deste país.


O Ghê nẵng do Vietname navegando de través, pescando com a rede de arrasto presa nos seus dois botalós de proa e de popa



O meu amigo Nuno Miranda, do Museu do Mar em Cascais já me tinha chamado a atenção para esta embarcação e para as suas similitudes com a Muleta do Seixal (emblema do nosso blogue) que pescava no Mar da Muleta ao largo de Cascais, Portugal. Dedico-lhe este post.



A Muleta portuguesa navegando também de través e pescando, também, com a rede de arrasto presa nos seus dois botalós de proa e de popa.

Sem dúvida que um dos meus próximos mares será o do Ghế nâng!

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Os mares das garrafas de plástico

Lemos o seguinte no último post do Blogue APORVELA: "Um jovem herdeiro de uma das maiores fortunas mundiais iniciou a construção de um catamaran e pretende utilizá-lo para passar uma mensagem ambiental sobre os mares e o uso excessivo do plástico.





O Plastiki foi construído com mais de 12 mil garrafas de plástico de refrigerantes e o seu nome evoca o mítico Kon-Tiki em que Thor Heyerdahl atravessou o Pacífico em 1947."

A nós resta-nos aplaudir esta reciclagem do mar das garrafas de plástico (Garrafas PET) na certeza que a nossa reciclagem dos mares de vidro é muito mais poética!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Os Mares do Japão


Iniciamos hoje a publicação de Postes dedicados às inúmeras associações de construtores de barcos em garrafas. Fazêmo-la com a ガラス瓶協会で日本船 (Associação Japonesa de Construtores de Barcos em Garrafas).


Como se pode ver pela imagem anterior, os nossos amigos nipónicos, como Juzo Okada, também nutrem um grande carinho pela nossa Sagres! ...É curioso que nos meus modelos também aponto o gurupés para a base da garrafa, algo que é típico dos Japoneses.

Podem disfrutar o seu Sítio WEB clicando também  aqui.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Daniel, une vie en bouteille,Trailer 2

aqui tínhamos visto um trailer deste filme. Fica aqui um outro!

sábado, 20 de fevereiro de 2010

O Mar de Roterdão

Esta peça magnífica, datada de 1795,  representa uma embarcação tipicamente holandesa e encontra-se no Museu Marítimo de Roterdão. Recordemos que existem outras duas garrafas com barcos mais antigas, de 1784 (em Lübeck na Alemanha) e de 1792 (em Lisboa, Portugal), ambas realizadas por um "capitano" da armada Veneziana.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

O Mar dos quatro jangadeiros do Ceará

"(cerca de setenta anos), quatro pescadores brasileiros lançaram-se ao mar para uma viagem que entrou para a história dos jangadeiros cearenses, da navegação, do Estado Novo e do cinema. Tão arriscada foi ela, que até na imprensa americana ganhou espaço nobre. Num artigo intitulado Four Men on a Raft (Quatro Homens numa Jangada), a revista Time (8/12/1941) reproduziu toda a odisséia de Manoel Olímpio Meira (Jacaré), Raimundo Correia Lima (Tatá), Manuel Pereira da Silva (Mané Preto) e Jerônimo André de Souza (Mestre Jerônimo), que a bordo de uma jangada singraram os 2.381 km que separam Fortaleza do Rio de Janeiro, sem bússola ou carta náutica. Algo parecido ocorrera em 1923, quando quatro jangadas, sob o comando de Mestre Filó, viajaram do Rio Grande Norte até o Rio de Janeiro, para reanimar os festejos do Centenário da Independência. Os jangadeiros potiguares foram brindados, na época, com um poema de Catulo da Paixão Cearense, mas seu feito não chegou à imprensa estrangeira nem virou filme.



Jacaré, Tatá, Mané Preto e Mestre Jerônimo partiram da antiga Praia do Peixe (hoje, Iracema), em 14 de setembro de 1941, e chegaram ao seu destino dois meses depois. Não participavam (num) rali ou (num) enduro patrioteiro, mas (num) reide com finalidade política. Os jangadeiros queriam chamar a atenção do País e do governo para o estado de abandono em que viviam os 35 mil pescadores do Ceará. Morando em toscas palhoças, nem do Instituto de Aposentadoria e Pensão dos Marítimos eles recebiam ajuda. O presidente da República precisava saber daquilo. Ficou sabendo".
 A viagem de 3.000 Km foi narrada no documentário “It´s All True” (É Tudo Verdade), realizado por Orson Welles.

 

Para saber mais sobre este assunto visite o Sítio        http://jangadanantes.free.fr/4homjang_br.htm que transcreve o artigo do jornal "Estadão" de 15 de Setembro de 2001 que, por sua vez, transcreve excertos do livro  Orson Welles no Ceará, de Firmino Holanda (Edições Demócrito Rocha). Foi daí que retirámos o texto deste post.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Os Mares da República

A propósito do Centenário da República Portuguesa publicamos um fragmento dos "Mares" da República.

“O que está sucedendo aqui (Buarcos em Março de 1913), com certeza mais dia menos dia há-de ter um fim trágico.
Lembrou-se o pescador Carlos Guerra de mandar pintar um pequeno barco que possui, com as cores nacionais e à proa a esfera armilar com o escudo.
Tanto bastou para que no dia seguinte aparecesse tudo destruído!
O desenho do emblema nacional na proa do barquinho, parece ter criado engulhos a alguns pedantes que não são capazes e definir o que aquilo significa, e entenderam que o mais prático era a sua extinção.
(...) A provocação do corte da árvore (plantada na festa republicana da árvore) e agora a destruição do escudo no barquinho, é natural que um dia tenha de ser liquidada com resposta a chumbo”.(A Voz da Justiça, Figueira da Foz,  n.º 1060, 1913.03.04)

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

O Mar de Trafalgar Square



terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Os Mares do Titanic


Encontrei estes "Mares de Sorriso" no blogue quirksimth, mas a ideia também é boa para os miniaturistas destes mares evoluirem! Reparem que é mais consequente que a deste modelo do Buddelschiff Museum, já apresentado num post anterior:

sábado, 6 de fevereiro de 2010

O Mar de Maputo

No estuário do rio Incomáti em Maputo, Moçambique, navegam belíssimas embarcações rústicas com vela latina de tradição portuguesa. Segundo Armando Reis Moura, na sua monografia, Barcos do Litoral de Moçambique,de 1973, estas Lanchas de Maputo são de tradição portuguesa. Aparelham as suas velas latinas embolsando-as por dentro da enxárcia, enquanto as de tradição oriental -que existem noutros pontos de Moçambique- embolsam-nas por fora.


No Cacimbo de 2008 estive em Maputo pela primeira vez e, olhando a foz do Incomáti a partir do hotel Polana, avistei uma latina ao longe, era uma das lanchas referidas por Moura. Assim que pude fui à Costa do Sol, vê-las e filmá-las de perto. O vídeo e o  slideshow na barra lateral deste blogue contêm algumas das imagens que colhi.


Tal como nos batik, tão característicos de Maputo, estas Lanchas de bastardo navegarão no meu próximo Mar de Garrafa!

Dedico este Post ao Pedro Cadete, velho amigo desde os tempos de infância quando apenas tínhamos os barcos do Luachimo como...  inspiração.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Os Mares de Euskadi

O blogue "Caxinas a Freguesia" publicou agora um post sobre o  Museu Naval de San Sebastian, Untzi Museoa, no País Basco. 
 Isto fez-me lembrar um outro museu, também no País Basco, o Euskal Museoa - Museo Vasco, em Bilbao. A sua colecção de Mares das Garrafas -na fotografia em cima-  é muitíssimo boa e tenho que ir vê-la pessoalmente.


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Outra vez o Mar do Gazela



aqui falámos do Gazelão, no entanto nunca será demais evocar o "príncipe da frota bacalhoeira portuguesa", agora com o nome Gazela II e propriedade do Museu Marítimo de Filadélfia nos E. U. A. 
O Capitão Scott Cointot é o responsável pelo Gazela II. No vídeo o Capitão Cointot fala da sua experiência de mais de vinte anos e das suas funções enquanto actual capitão do Gazela.