Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta História

O "Mar" de Francesco Biondo (a garrafa de Murano - 1806)

Imagem
Lembram-se de termos falado aqui no "mar" de garrafa mais antigo que se conhece, do Capitano Giovanni Biondo, 1784? Giovanni Biondo, 1784  (Museu Holstentor de Arte e Cultura Popular de Lübeck) Lembram-se de também termos falado aqui de um segundo "mar" do mesmo autor, de 1792? Giovanni Biondo, 1792 (Museu da Marinha, Lisboa) Pois bem, no expositor central da primeira sala do vidro, Séc. XVIII, do Museu do Vidro de Murano, Veneza, Itália, há uma outra garrafa datada de 1806. Esta garrafa parece precisamente igual à de 1792, tem um barco do mesmo tipo, a mesma técnica de construção e foi realizada por um também "Capitano" chamado Francesco Biondo.  Tendo o mesmo apelido, Biondo, e usando a mesma tradição de Giovanni- uma garrafa exactamente igual à de 1792 e  a mesma técnica-  custa a crer que não haja uma ligação familiar, tanto mais que, aparentemente, Francesco também era de Veneza "Veneto". Museo del Vetro di Murano Aq...

Os "Mares" de 1900

Porque os "Mares de garrafas" também são temporais aqui ficam fotografias cromáticas de 1900 sobre embarcações e portos da colecção da Biblioteca do Congresso, E.U.A.. As imagens  da progressiva substituição de veleiros por embarcações a vapor reforçarão a nossa necessidade de preservar a beleza, isto é a imagem de um mundo de barcos alados, os das garrafas!

Os Mares da República

Imagem
A propósito do Centenário da República Portuguesa publicamos um fragmento dos "Mares" da República. “O que está sucedendo aqui (Buarcos em Março de 1913), com certeza mais dia menos dia há-de ter um fim trágico. Lembrou-se o pescador Carlos Guerra de mandar pintar um pequeno barco que possui, com as cores nacionais e à proa a esfera armilar com o escudo. Tanto bastou para que no dia seguinte aparecesse tudo destruído! O desenho do emblema nacional na proa do barquinho, parece ter criado engulhos a alguns pedantes que não são capazes e definir o que aquilo significa, e entenderam que o mais prático era a sua extinção. (...) A provocação do corte da árvore (plantada na festa republicana da árvore) e agora a destruição do escudo no barquinho, é natural que um dia tenha de ser liquidada com resposta a chumbo ”.( A Voz da Justiça , Figueira da Foz,  n.º 1060, 1913.03.04)