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A mostrar mensagens de Setembro, 2009

Madalena do Pico

A Vila da Madalena é a porta de entrada para a Ilha do Pico e foi na sua paisagem que me inspirei para minha primeira garrafa com um veleiro, realizada em 1985 quando vivia na Vila de Nordeste, Ilha de S. Miguel. A garrafa é de Gordon's, depois de ter sido adquirida no  Peter Café Sport   da Horta, Faial, conhecido entre outras coisas pelo seu gin.

A nova muleta para a garrafa da Ana

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Na primeira fotografia pode ver-se a Muleta que estou a construir para substituir a que estava na garrafa da Ana (segunda fotografia). O casco oco, com cavername é feito em 3 partes (para poder entrar no gargalo) e está à escala.

Homenagem ao Dr. Manuel Leitão

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Eis o livro que esperava, agora posso continuar a construir o modelo para a garrafa da Ana. O livro é bilingue (Português e Inglês) e é uma verdadeira bíblia para quem gosta de embarcações tradicionais, custa 10 Euros no Ecomuseu do Seixal  . Hoje soube que o Dr. Manuel Leitão já não está fisicamente entre nós. Lembro-me da Regata da Moita em que velejámos na "Canastrinha" e recordo a minúcia e o método com que analisava as diferentes partes das embarcações. O livro "A Muleta" terá sido porventura o seu derradeiro contributo, em co-autoria, para a história das embarcações do Tejo.  

A Muleta do Tejo da Ana

Em 1986 realizei o meu primeiro modelo de uma das embarcações que mais me atrai, a incomparável Muleta do Seixal. Embora convicto de que era um dos melhores mares que tinha pintado, com o tempo fui achando que esta garrafa merecia um modelo mais aprimorado. Hoje, passados 11 anos, já tenho um novo casco realizado à escala e preparado para ser completado com o aparelho. A Ana, no entanto, continua sem  me perdoar o ter destruído este modelo que lhe oferecera para fazer um melhor!

Perfil de um modelista náutico (sem garrafas), Lenine Rodrigues (por Anabela Oliveira)

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É homem claro, directo, de sorriso tímido e simples. Fotografias não são muito com ele. Trabalho sim. Só aí se solta e se esquece da máquina fotográfica. Maquetista Naval, Lenine Rodrigues é um homem de artes. Usa o cinzel como usa o formão, o berbequim, como o pincel. O que for não importa. É arte, ele faz. A sua relação com o Tejo vem desde que nasceu, numa travessa virada para o rio, há 62 anos, entre o casario do Barreiro. Desde cedo se habituou a ver passar fragatas, faluas, bateiras e catraios e desde pequeno se apaixonou por barcos à vela. “Ainda hoje, sou incapaz de ver passar um barco à vela e não parar, para o observar”, afirma Lenine Rodrigues, maquetista naval. Desde a madeira a metais nobres como a prata, este homem dedica-se a fazer réplicas dos barcos que sempre o encantaram. Teimosia, é uma das palavras que mais utiliza para definir a forma como consegue a perfeição dos seus trabalhos. Nós substituímo-la por persistência deste homem que fez o seu primeiro barco à vela

O cutter piloto de Bristol

O meu colega e amigo Manuel viu o meu blog e disse-me que devia colocar um post em que mostrasse como se introduzia um veleiro pelo gargalo de uma garrafa. O filme que se segue destina-se a satisfazer o "incrédulo". O  "Marguerite", cutter (veleiro de um mastro) piloto do Canal de Bristol, foi realizado em 1992. Esta miniatura, a primeira que fiz sem pintura,  foi realizada à escala, o casco é oco e tem cavername.

Muleta do Seixal

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A muleta é uma das embarcações portuguesas de pesca mais interessantes. Já extinta, era construída na área do Seixal deslocava-se para o oceano junto a Cascais para pescar. A pesca era feita com uma rede de arrasto paralela ao casco, pois a muleta arrastava-a navegando de flanco. Para o poder fazer existiam velas à popa e à ré e tinha um casco côncavo que diminuía resistência à água. Para ter estabilidade usava esparrelas.   ...
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Celebre as Jornadas Europeias de Património com o Ecomuseu Municipal do Seixal No Núcleo Naval de Arrentela (Seixal), dia 25 de Setembro, às 18.00 horas, participe na apresentação pública do livro A Muleta (Muleta é o nome da embarcação na garrafa do cabeçalho deste blog), uma edição conjunta com o Museu de Marinha, da autoria de Manuel Leitão, Ferdinando Oliveira Simões e António Marques da Silva (estes senhores são três grandes expoentes da arquitectura e modelismo naval tradicional português) . A sessão constitui simultaneamente uma forma de assinalarmos localmente o Dia Mundial do Mar . O livro A Muleta constitui um significativo contributo para a documentação, o estudo descritivo e a caracterização dos aspectos construtivos estruturais de uma embarcação que possui um enorme valor simbólico para as comunidades ribeirinhas do estuário do Tejo. Não são miniaturas para garrafas, mas deve visitar-se com urgência, é muito inspirador! http://cursos-modelismo-ecomuseu.blogspot.com/

Novo monumento ao mar

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A garrafa ex-voto de Buarcos

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Um ex-voto é uma representação de algo que se considera ter sido alvo de um milagre salvador. O seu intuito é o do agradecimento à divindade pela graça recebida sendo colocado em capelas e igrejas. A forma do seu registo pode ser muito diversa,  pintura, escultura, fotografia, etc. e em Portugal abundam motivos relacionados com a doença, a guerra -sobretudo a colonial- e também com os naufrágios. De facto a vida do mar foi (e ainda é) muito propensa à produção de ex-votos e a exposição realizada no Museu da Marinha de Maio a Setembro de 1983, intitulada "Primeira Exposição Nacional de Painéis Votivos do rio, do Mar e do Além-Mar", apresentou uma grande série de paineis pictóricos com embarcações sujeitas a situações de desastre, mas que, terão sido salvas por milagres. Interrogando-me se uma embarcação no interior de uma garrafa não poderia ser também um registo votivo, acabei por ter uma resposta afirmativa através de uma série de visitas a capelas marítimas. Na Capela da

O Beagle de Charles Darwin

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O Beagle foi a embarcação em que Charles Darwin realizou a viagem que o levaria à "Origem das Espécies". Construi-o para o oferecer ao meu pai, Ed. Luna de Carvalho,  biólogo e entomólogo. Foi a minha última realização (1999),  o casco é oco, tem cavername e está à escala 1/192. ....

Um hiate numa garrafa de Gordon's (Atualização)

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O primeiro trabalho que aqui expus foi realizado por volta de 1997 numa garrafa de Gin "Gordon" e apresenta duas embarcações tradicionais portuguesas.  A que está em primeiro plano é um Hiate de Setúbal, embarcação que após a sua extinção por volta dos anos 70 renasceu em 94. É um trabalho de uma fase em que ainda não considerava que a simples presença de um veleiro no interior do vidro de uma garrafa a enchia de mar. El primer trabajo que he descrito en este Bolg se llevó a cabo alrededor de 1997 una botella de ginebra "Gordon" y cuenta con dos embarcaciones tradicionales portuguesas. La que está en primer plano es un Hiate de Setúbal, embarcación que tras su extinción hacia los años 70 renació en el 94. Es un trabajo de una fase en que aún no consideraba que la simple presencia de un velero en el interior del vidrio de una botella la llenaba de mar. Le premier travail que j'ai présenté sur ce bolg a été réalisé vers 1997 dans une bouteille de Gi

O Hiate de Setúbal

O Hiate de Setúbal ou Hiate Português, é datado do século XVII, mas foi na segunda metade do Séc XIX, que se estereotipou esta forma de "hiate", facilmente identificável pelos seus dois mastros, o da frente (traquete) quase vertical, implantado muito avante, e o de trás (grande), a meio navio, inclinado 15 graus à ré. O gurupés, muito curto, era quase horizontal. As velas eram duas de carangueja e um estai. O casco era único, com as suas formas arcaicas de proa e de beque esculpido. O Último exemplar do Hiate de Setubal, o "Estefânia", navegou até cerca de 1970 e hoje já nem se conseguem identificar alguns restos apodrecidos da mais típica embarcação do Sado. Com a intenção de dar às gerações futuras sabedoria e experiência, o Clube Naval Setubalense, com o apoio da Câmara Municipal de Setúbal, de algumas empresas e pessoas, entre elas o Engenheiro Henrique Cabeçadas, quiseram, em 1986, proceder à reconstrução de um Hiate de nome Santo António, cujo o casco estava

O lançamento de uma réplica do Hiate de Setúbal, Sarilhos Pequenos, 1994

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