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O NOSSO PROPÓSITO

O Capitão Haddock da banda desenhada do Tintin é uma boa caricatura de como se atribui a relação entre o mar e as garrafas ao alcoolismo dos marinheiros. No entanto a relação que mais nos interessa é a de que os marinheiros tinham com as garrafas já vazias. Tal como com o álcool, a atenção requerida pela introdução de modelos de veleiros no interior de garrafas -pelos seus gargalos- fazia-os evadirem-se da sua dura realidade. Ao contrário das fantasias de Baco o resultado desta outra relação era uma fantasia perdurável com um significado quase bíblico, o do buraco da agulha e do camelo.

O Mar das Garrafas será um espaço de divulgação de uma arte que, mais do que uma evasão, constitui um meio de trabalhar a persistência. Aqui apresentarei trabalhos já realizados, outros a realizar, trabalhos de outros, os resultados da minha pesquisa contínua sobre a história e as mútiplas envolvências desta arte, especialmente a das embarcações tradicionais.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

O cutter piloto de Bristol

O meu colega e amigo Manuel viu o meu blog e disse-me que devia colocar um post em que mostrasse como se introduzia um veleiro pelo gargalo de uma garrafa. O filme que se segue destina-se a satisfazer o "incrédulo".


O  "Marguerite", cutter (veleiro de um mastro) piloto do Canal de Bristol, foi realizado em 1992. Esta miniatura, a primeira que fiz sem pintura,  foi realizada à escala, o casco é oco e tem cavername.

3 comentários:

lerparacrer disse...

Belíssimo trabalho. Isto é só para quem sabe...

Luís Sérgio disse...

Este post é muito oportuno, já mostrei a alguns amigos que adoraram,foi-se o mistério do barco dentro da garrafa, mas continua a admiração ppor esta arte. Obrigado !
Um abraço,
Luís Sérgio

David Luna de Carvalho disse...

Olha, Luís,

Sem querer fazer-me melhor, o vídeo resultou da montagem de 2 ou 3 mn de um filme de 90 mn e não se esteve sempre a filmar. É mais complicado do que parece, pois como podes ver não há um eixo na base dos mastros e, sobretudo, os cabos ficam sempre enleados nas retrancas, sendo muito difícil retirá-los sem partir nada.

Um abraço

David