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O NOSSO PROPÓSITO

O Capitão Haddock da banda desenhada do Tintin é uma boa caricatura de como se atribui a relação entre o mar e as garrafas ao alcoolismo dos marinheiros. No entanto a relação que mais nos interessa é a de que os marinheiros tinham com as garrafas já vazias. Tal como com o álcool, a atenção requerida pela introdução de modelos de veleiros no interior de garrafas -pelos seus gargalos- fazia-os evadirem-se da sua dura realidade. Ao contrário das fantasias de Baco o resultado desta outra relação era uma fantasia perdurável com um significado quase bíblico, o do buraco da agulha e do camelo.

O Mar das Garrafas será um espaço de divulgação de uma arte que, mais do que uma evasão, constitui um meio de trabalhar a persistência. Aqui apresentarei trabalhos já realizados, outros a realizar, trabalhos de outros, os resultados da minha pesquisa contínua sobre a história e as mútiplas envolvências desta arte, especialmente a das embarcações tradicionais.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

O mar da "Muleta" do Vietname: Ghê nẵng

No Sítio Vietnam Wooden Boat Fondation pode conhecer-se o Ghế nâng, uma embarcação de pesca com três mastros, Construído com fibras de bambu. Navegando na região central do Vietname, Đà Nẵng. Foi considerada a embarcação veleira tradicional mais rápida deste país.


O Ghê nẵng do Vietname navegando de través, pescando com a rede de arrasto presa nos seus dois botalós de proa e de popa



O meu amigo Nuno Miranda, do Museu do Mar em Cascais já me tinha chamado a atenção para esta embarcação e para as suas similitudes com a Muleta do Seixal (emblema do nosso blogue) que pescava no Mar da Muleta ao largo de Cascais, Portugal. Dedico-lhe este post.



A Muleta portuguesa navegando também de través e pescando, também, com a rede de arrasto presa nos seus dois botalós de proa e de popa.

Sem dúvida que um dos meus próximos mares será o do Ghế nâng!

4 comentários:

Sergio Nunes disse...

Interessante pesqueiro e a velas de bambú devem amparar bem o vento!!!

Um abraço.

Luís Sérgio disse...

Bem diferente este pesqueiro, sem dúvida.
Este blog continua de vento em popa apesar do mau tempo. Parabéns e, obrigado pela partilha de tanta arte da paciência.
abraço,
Luís Sérgio

Nuno Miranda disse...

Peço desculpa David, mas o teu tradutor automático pregou-te a partida... Não são as velas que são de bambu, é o casco, construído em esteira de bambu, provavelmente impermeabilizada com excremento de búfalo cozido com frutos de murta (que é o que se usa para os barcos de esteira mais pequenos). Por outro lado, o barco é um Ghế nâng; Đà Nẵng é o nome da terra.

David Luna de Carvalho disse...

Ok, Nuno,

Já alterei. Obrigado!