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O NOSSO PROPÓSITO

O Capitão Haddock da banda desenhada do Tintin é uma boa caricatura de como se atribui a relação entre o mar e as garrafas ao alcoolismo dos marinheiros. No entanto a relação que mais nos interessa é a de que os marinheiros tinham com as garrafas já vazias. Tal como com o álcool, a atenção requerida pela introdução de modelos de veleiros no interior de garrafas -pelos seus gargalos- fazia-os evadirem-se da sua dura realidade. Ao contrário das fantasias de Baco o resultado desta outra relação era uma fantasia perdurável com um significado quase bíblico, o do buraco da agulha e do camelo.

O Mar das Garrafas será um espaço de divulgação de uma arte que, mais do que uma evasão, constitui um meio de trabalhar a persistência. Aqui apresentarei trabalhos já realizados, outros a realizar, trabalhos de outros, os resultados da minha pesquisa contínua sobre a história e as mútiplas envolvências desta arte, especialmente a das embarcações tradicionais.

domingo, 25 de abril de 2010

O "Mar" do Iole "Maria"

Antes do João ter realizado um iole (yawl) clássico à escala já eu tinha construído um. Em 1998 miniaturizei um modelo antigo existente no Museu do Mar em Cascais, restaurado pelo meu amigo Nuno Miranda, mas nunca consegui saber se correspondeu a uma embarcação real.


O método de construção deste iole, chamado "Maria", que se pode ver em cima como modelo do Museu do Mar, foi o mesmo que o João utilizou. No entanto, para cobrir o molde utilizei rede de nylon, de malha muito fina, que barrei  depois com um tipo de betume apropriado.



A miniaturização do "Maria" utilizou os planos realizados pelo Nuno Miranda e a garrafa foi trabalhada. Com uma fresa para vidro, desenhei-lhe ondas de vento e de mar, estilizadas.



Como a esmagadora maioria dos meus trabalhos, já não o tenho. Ofereci-o ao Pedro Cadete, meu amigo desde a infância com quem iniciei o percurso do prazer pelos barcos.

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