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O NOSSO PROPÓSITO

O Capitão Haddock da banda desenhada do Tintin é uma boa caricatura de como se atribui a relação entre o mar e as garrafas ao alcoolismo dos marinheiros. No entanto a relação que mais nos interessa é a de que os marinheiros tinham com as garrafas já vazias. Tal como com o álcool, a atenção requerida pela introdução de modelos de veleiros no interior de garrafas -pelos seus gargalos- fazia-os evadirem-se da sua dura realidade. Ao contrário das fantasias de Baco o resultado desta outra relação era uma fantasia perdurável com um significado quase bíblico, o do buraco da agulha e do camelo.

O Mar das Garrafas será um espaço de divulgação de uma arte que, mais do que uma evasão, constitui um meio de trabalhar a persistência. Aqui apresentarei trabalhos já realizados, outros a realizar, trabalhos de outros, os resultados da minha pesquisa contínua sobre a história e as mútiplas envolvências desta arte, especialmente a das embarcações tradicionais.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

A Muleta da Ana, a história de um erro!


O Museu da Marinha em Lisboa exibe um belíssimo quadro, com uma das mais estranhas embarcações que existiram e por quem me apaixonei totalmente, como se pode deduzir ao ver a imagem no cabeçalho deste blog: a Muleta do rio Tejo.
 


Um dos primeiros modelos que realizei foi inspirado nesse quadro e ofereci-a à Ana, minha mulher.




 

 
 


Clique na foto para a aumentar


 Muitos anos depois de a ter realizado comecei a achar que a garrafa estava boa na composição e nas cores, mas que a miniatura da Muleta era demasiado imperfeita e ingénua. Quando a Ana deu por ela, eu tinha desmanchado totalmente a garrafa para a refazer com uma muleta realizada com todo o rigor. Ainda está zangada comigo pelo que fiz em nome da perfeição e, apesar de já ter um casco perfeito da nova Muleta, como se pode ver a seguir, começo a achar que ela tem razão quando diz que nunca conseguirei voltar a realizar a harmonia que havia no primeiro trabalho!

 




...de bem intencionados está o inferno cheio!


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1 comentário:

Nuno Miranda disse...

Vândalo, hás-de arder no inferno por isso! É lá que vão parar todos os perfecionistas.