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O NOSSO PROPÓSITO

O Capitão Haddock da banda desenhada do Tintin é uma boa caricatura de como se atribui a relação entre o mar e as garrafas ao alcoolismo dos marinheiros. No entanto a relação que mais nos interessa é a de que os marinheiros tinham com as garrafas já vazias. Tal como com o álcool, a atenção requerida pela introdução de modelos de veleiros no interior de garrafas -pelos seus gargalos- fazia-os evadirem-se da sua dura realidade. Ao contrário das fantasias de Baco o resultado desta outra relação era uma fantasia perdurável com um significado quase bíblico, o do buraco da agulha e do camelo.

O Mar das Garrafas será um espaço de divulgação de uma arte que, mais do que uma evasão, constitui um meio de trabalhar a persistência. Aqui apresentarei trabalhos já realizados, outros a realizar, trabalhos de outros, os resultados da minha pesquisa contínua sobre a história e as mútiplas envolvências desta arte, especialmente a das embarcações tradicionais.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

O mar das garrafas de Ílhavo / The ship in bottles of Ílhavo / La mer de bouteilles d'Ílhavo / El mar de las botellas de Ílhavo / Il mare delle bottiglie di Ílhavo


Ílhavo, em Portugal, é conhecido pela sua tradição marítima, ou melhor oceânica. As suas gentes  partiam para a "Faina Maior", a pesca ao bacalhau nos longínquos mares da Terra Nova.
Ílhavo é também a zona com maior tradição da construção de miniaturas de barcos em garrafas em todo o Portugal, tive a felicidade de ainda ter conseguido conhecer alguns dos seus protagonistas.
O filme que apresentamos mostra um friso com barcos em garrafas exposto no antigo Museu Marítimo de Ílhavo e contém cinco garrafas realizadas entre a última metade do séc. XIX e a primeira metade do séc. XX. Infelizmente este friso já não está exposto no novo museu, o que nós lamentamos!
No vídeo final poderão ouvir o meu velho amigo Samuel Corujo, que já nos deixou, falando sobre a garrafa do friso que restaurou.






Ílhavo, in Portugal, is known for its maritime tradition, or rather oceanic. Its people went to the "Faina Maior", fishing for cod in the distant seas of Newfoundland.
Ílhavo is also the area with the longest tradition of building miniatures of boats in bottles throughout Portugal, I was fortunate to have been able to meet some of its protagonists.

The film we present shows a frieze with boats in bottles exposed in the old Maritime Museum of Ílhavo and contains five bottles made between the last half of the century. XIX and the first half of the century. XX. Unfortunately this set is no longer exposed in the new museum, which we regret! 
In the final video you can hear my old friend Samuel Corujo, who already left us, talking about the bottle of the set that restored.







Ílhavo, au Portugal, est connue pour sa tradition maritime, ou plutôt océanique. Ses gens sont allés à la «Faina Maior», pêchant la morue dans les mers lointaines de Terre-Neuve.
Ílhavo est également la région avec la plus longue tradition de construction de miniatures de bateaux en bouteilles à travers le Portugal, j'ai eu la chance d'avoir rencontré certains de ses protagonistes.
Le film que nous présentons montre une frise avec des bateaux en bouteilles exposés dans l'ancien musée maritime d'Ílhavo et contient cinq bouteilles réalisées entre la dernière moitié du siècle. XIX et la première moitié du siècle. XX. Malheureusement, cette frise n'est plus exposée dans le nouveau musée, que nous regrettons! 
Dans la vidéo finale, vous pouvez voir mon ancien ami Samuel Corujo, qui nous a déjà quitté, en parlant de la bouteille de la frise qu'il a restaurée.






Ílhavo, en Portugal, es conocido por su tradición marítima, o mejor oceánica. Sus gentes partieron hacia la "Faina Mayor", la pesca al bacalao en los lejanos mares de la Tierra Nueva.
Ílhavo es también la zona con mayor tradición de la construcción de miniaturas de barcos en botellas en todo Portugal, tuve la felicidad de haber logrado conocer a algunos de sus protagonistas.
La película que presentamos muestra un friso con barcos en botellas expuestas en el antiguo Museo Marítimo de Ílhavo y contiene cinco botellas realizadas entre la última mitad del s. Y la primera mitad del s. XX. Desafortunadamente este friso ya no está expuesto en el nuevo museo, lo que lamentamos!
En el vídeo final podrán oír a mi viejo amigo Samuel Corujo, que ya nos dejó, hablando sobre la botella del friso que restauró.





Ílhavo, in Portogallo, è noto per la sua tradizione marittima, o piuttosto oceanica. La sua gente è andata al "Faina Maior", pescando il merluzzo nei mari lontani di Terranova.
Ílhavo è anche l'area con la più lunga tradizione di costruire miniature di barche in bottiglie in tutto il Portogallo, ho avuto la fortuna di aver potuto incontrare alcuni dei suoi protagonisti.
Il film che presentiamo mostra un fregio con barche in bottiglie esposte nell'antico Museo Marittimo di Ílhavo e contiene cinque bottiglie fatte tra l'ultima metà del secolo. XIX e la prima metà del secolo. XX. Purtroppo questo fregio non è più esposto nel nuovo museo, che ci dispiace!

Nel video finale puoi sentire il mio vecchio amico Samuel Corujo, che già ci ha lasciato, parlando della bottiglia del fregio che ha ripristinato.







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3 comentários:

Luís Sérgio disse...

Na sequência das anteriores, mais uma excelente viagem. Obrigado pela divulgação.
Luís Sérgio

Ana Maria Lopes disse...

Caro David:
Obrigada por me fazer "rever" as miniaturas de veleiros no interior de garrafas do MMI.
Conheceu, por cá,aqueles "artistas das garrafas" que eu também conheci, penso.
Na década de 90, não me lembro exactamente do ano, tive o prazer de o conhecer a si, aqui, no Museu, com o amor e carinho pela arte que com tanta arte pratica!
Continue sempre e divulgue!
Com apreço,
Ana Maria Lopes

paulo agra disse...

boas David eu também gostei muito do seu blog
eu também sou desta terra de marinheiros , inclusive descendente de marinheiros e carpinteiros navais. Quanto ao friso e outras peças que se encontram em deposito poderá ser que quando fizerem a ampliação do museu elas retornem ao olhar de todos que visitam aquele espaço
cumprimentos Paulo Agra